terça-feira, 25 de março de 2014

Liberdades, poesia, som e gastronomia.



Próximo domingo dia 30 de Março será realizado atividades educativas sócio culturais em homenagem à celebração de quatro anos de fundação da Biblioteca Comunitária do Tambor (28/02/2010).
 Seus livros empoeirados e amontoados em estantes enferrujadas, são o deposito com mais oferta de diversos conhecimentos no bairro. O espaço da garagem onde se localiza, é também onde recorremos para as aulas de capoeira e percussão, sempre que  nos é negado o espaço da AMT. Ou até o meio da rua junto à linha do trem. Mas nossas atividades resistem, empoeiram-se, mas como há quatro anos permanecem celebrando a diversidade cultural e as liberdades humanas, praticando o que já dizia a música: levanta sacode a poeira e dá a volta por cima!
O que muitos não sabem é que os poucos que fazem uso do nosso acervo são vitoriosos! Uma vitoria não no sentido competitivo, entretanto, uma vitoria pro conhecimento. A mesma sensação de ter conhecido algo novo e adquirido através da leitura. Esse é o sentido do nosso prêmio, e o que oferecemos.
Liberdades, poesia, som e gastronomia serão nossos ingredientes para a celebração.
As Liberdades são muitas, mas que estão sendo usurpadas por preconceitos históricos. O ser humano merecer total respeito, não se pode fazer do outro aquilo que pensamos para nós.
A poesia está permanentemente presente em nós e é posta para nossos olhos, ouvidos e bocas no avanço do tempo da biblioteca.
O Som, como numa resposta à súplica da diversidade musical terá o reggae, o rock e outros estilos tocando as trilhas sonoros dos guetos mundo afora. Os responsáveis serão a galera da Banda 7 ervas, Silêncio, Leões de Jah, Harmonia Oculta e o Ruan Galdino, artista surpreendente de nosso Bairro.
A gastronomia fica por conta da famosa feijoada de Dona Socorro, Madrinha da Biblioteca Comunitária do Tambor.
Além do dia 30, durante a semana surgirão surpresas pelo bairro, em forma de convites para a grande festa. Na sexta levaremos as crianças à Estação Velha para jogarem capoeira, dançar coco de roda, maculele e afoxé na Calçada Cultura organizado por nosso professor Morcego.

Convidamos todxs à participarem dessa festa com o espírito maior do respeito às diferenças e com o pensamento de paz, pois são essas duas forças que regem a harmonia em nossa sociedade.


Local da festa? Rua do Juá. A partir das 13h.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"LUTO" por LUTA.


Sobre o caso de Santiago, o jornalista atingido pela explosão de um rojão. É uma lastima ele estar naquele exato lugar cobrindo um plano e ordens de seus superiores. Jornais que pagam por belos enquadramentos, pela ação sensacionalista, pelo cinema verité, por imagens que chocam, pois é isso que rende matérias, que rendem telespectadores, que rendem patrocínio, que rendem mortes e lagrimas, mas pergunto: por que não usava capacete, colete e identificação deimprensa como os colegas da mídia internacional?

Se há culpados dessa vida ceifada, somos todos nos, que assistimos vídeo cassetadas comemorando a desgraça alheia, somos todos nos que apresentamos e assistimos programas diários de violência desmedida, somos todos nos que aplaudimos justiceiros, nos compadecemos com criminosos, a sociedade inteira é culpada pela morte do cinegrafista.

Dos donos da Band aos oficiais da PM, do prefeito do Rio ao assistente de câmera, dos manifestantes de preto aos de verde e amarelo, todos nos juntos acendemos o pavio que matou Santiago.

Pra vocês entenderem o que digo enumero algumas mortes em manifestações antes de Santiago:

1. a gari Cleonice Vieira de Moraes, em Belém (PA), vítima do gás lacrimogêneo lançado pela polícia militar;

2. 13 mortos na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré (RJ) - neste caso, a imprensa sequer se deu ao trabalho de informar todos os nomes;

3. o estudante Marcos Delefrate, de 18 anos, em Ribeirão Preto (SP), atropelado por um carro que furou um bloqueio de manifestantes;

4. Valdinete Rodrigues Pereira e Maria Aparecida, atropeladas em protesto na BR-251, no distrito de Campos Lindos, em Cristalina (GO);

5. Douglas Henrique de Oliveira, de 21 anos, que caiu do viaduto José Alencar, em Belo Horizonte (MG), por ter sido acuado pela polícia militar;

6. o marceneiro Igor Oliveira da Silva, de 16 anos, atropelado por um caminhão que fugia de uma manifestação, numa ciclovia próxima à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na altura de Guarujá (SP);

7. Paulo Patrick, de 14 anos, atropelado por um táxi durante manifestação em Teresina (PI);

8. Fernando da Silva Cândido, ator, por inalação de gás lançado pela polícia, no Rio de Janeiro.

9. o senhor que foi atropelado por um ônibus, ao tentar fugir da polícia, na mesma manifestação em que o cinegrafista Santiago foi atingido - sobre esta outra vítima, nenhuma linha na imprensa. Chamava-se Tasman Amaral Accioly e era vendedor ambulante.

E por ultimo lembro de Sergio Silva e Vitor Araújo ambos de SP que perderam a visão de um dos olhos por conta de bombas.

TEXTO: Gini Gini

Paz aos familiares do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade.

Contra a privatização dos HU's

A saúde pública corre risco!

Em entrevista à Campina Grande FM, o reitor Edilson Amorim afirma que mesmo se o Colegiado Pleno rediscutir e rejeitar novamente a Ebserh, ele fará a adesão administrativamente.

Veja e ouça o malabarismo que ele faz para assumir que violará a democracia formal e que não respeitará a autonomia universitária. 

“Existe, historicamente, construída na universidade uma relação fraterna, de respeito pelo convívio democrático, na verdade no anteprojeto de lei da criação da Ebserh, havia a indicação de que o reitor deveria discutir nos Conselhos Universitários esta adesão.

Quando é aprovada a lei, quando deixa de ser projeto de lei e vira lei, esse dispositivo não existe mais, cai esse dispositivo. Ou seja, qualquer reitor, e alguns reitores fizeram isso na história da adesão à Ebserh no Brasil. [...] Alguns reitores fizeram a adesão por um ato administrativo. O reitor da gestão anterior, Thompson, em 2012, não quis fazer isso. Estabeleceu um amplo diálogo com a comunidade universitária e até com a comunidade fora da universidade [...].

Estarei disposto a debater cada vez mais e levar a discussão pela terceira vez para o Colegiado Pleno. A reunião será entre 25 e 26 de fevereiro, isso vai depender da minha agenda em Brasília. [...]

Não era determinação legal a matéria ter ido para o Colegiado. Foi. Uma vez tendo ido criou uma jurisprudência, por isso eu levarei novamente. Agora, se o Conselho Universitário não tiver o entendimento suficiente para aprovar, eu vou ter que atender a justiça. E aí sim eu vou levar ao Conselho a informação de que estarei atendendo ao judiciário, caso o Colegiado Pleno não aprove a adesão”.

Atividades iniciadas!

Estávamos aguardando novidades para este ano antes de postar qualquer texto em 2014. Enfim, buscando parcerias e estratégias de ações, estamos organizando o 4º aniversário da nossa Biblioteca Comunitária que excepcionalmente ocorrerá em Março com apresentações artísticos musicais, além de muita Capoeira!

Para Fevereiro temos a imensa satisfação em receber a jovem Thaynara Policarpo de Souza Gouveia, estudante de Comunicação Social na UFCG e integrante há 8 anos do grupo de Sapateado Americano Tap Arretado. Ela estará ministrando uma oficina de iniciação ao Sapateado em nosso bairro. O local esta para ser definido, podendo ocorrer na Associação de Moradores do bairro ou na Escola Municipal CEIA Dr João Pereira de Assis.

O Sapateado é um estilo de dança, originalmente irlandesa, na qual os dançarinos produzem sons sincopados, ritmados com os pés. Nos EUA desenvolveu-se o chamado sapateado americano, introduzido no país por volta da primeira metade do século 19, na fusão que uniu ritmos e danças dos escravos, que já possuiam um estilo de dança própria baseado nos sons corporais, com os estilos de sapateado praticados pelos imigrantes irlandeses e colonizadores ingleses. (fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Sapateado)





sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Câmara de Vereadores de Campina Grande rejeita feriado para o dia 20 de novembro e humilha movimento negro no Dia Nacional da Consciência Negra

 No último dia 8 de novembro o Movimento  Negro de Campina Grande completou 27 anos de luta contra o racismo. Como presente de aniversário, sofremos a maior humilhação da nossa história, tendo em vista que a sessão especial que estava marcada para acontecer no dia 20 de novembro foi cancelada e depois marcada para o dia 27, sem nenhuma justificativa plausível. Agindo como verdadeiros senhores de engenho, os Vereadores da “Casa de Félix Araújo” poderiam ter feito essa sessão logo após a entrega do título de cidadania campinense para a senhora Maria da Penha. Todavia, não foi isso que aconteceu como estava previsto e sendo divulgado no próprio Site e Twitter da Câmara de Vereadores de Campina Grande.
Para ser sincero, não é de hoje, que esse poder legislativo nos trata com desprezo e descaso, visto que já fizemos uma Audiência Pública com apenas dois Vereadores em plenário. Nessa audiência  compareceram o Vereador Tovar Correia Lima e o Ex–vereador Antonio Pereira. Num país em que a raça negra chega a ser mais de 51% da população brasileira era pra ser obrigação política e dever ético para qualquer representante do povo ouvir as reivindicações do movimento negro, até porque, somos nós que estamos sofrendo mais com o desemprego, analfabetismo, falta de moradias, violência policial, etc.
Essa sessão especial tinha sido uma reivindicação minha e lutei  muito para organizar esse momento tão importante na vida de quem luta pela promoção da igualdade racial. Na Câmara de Vereadores estavam presentes o Mestre de capoeira Sabiá, atual Presidente do Conselho de Mestres de Capoeira da Paraíba, os militantes do Movimento Negro de Campina Grande Moisés Alves e Ariosvalber de Sousa Oliveira, além de outras pessoas engajadas na luta pela valorização da cultura afro-brasileira como o Presidente da União dos Capoeiras do Planalto da Borborema Bega Pequeno e do Vice- presidente da UCPB Aldo Batista. Todos à espera de uma sessão especial que não aconteceu por desorganização, incompetência e má fé dos Vereadores.
Não há como negar a verdade dos fatos. O real objetivo de quem organizou a entrega do título de cidadão para Maria da Penha no Dia Nacional da Consciência Negra era desprestigiar e esvaziar a sessão especial, voltada para a valorização dos legítimos representantes dos ideais de Zumbi dos Palmares. Ademais, quando percebi que a Prefeitura de Campina Grande não tinha feito qualquer programação para refletir o Dia Nacional da Consciência Negra junto à população como fez a Prefeitura de João Pessoa em 15 bairros da capital, através de palestras, debates, oficinas e apresentações musicais e culturais com artistas e grupos da cultura afro-brasileira. Logo,  vi que o circo da hipocrisia eurodescendente por aqui estava muito bem armado para humilhar o movimento negro e impedir que a sociedade tomasse consciência das profundas desigualdades raciais no Dia Nacional da Consciência Negra- 20 de novembro.
A Prefeitura Municipal de Campina Grande, por meio de sua Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres já tinha elaborado uma programação para homenagear na Câmara de Vereadores- a biofarmacêutica Maria da Penha, o que considero politicamente correto e mais do que justo para uma cidadã como ela que vive num país onde a cada ano dois milhões de mulheres são vítimas da violência doméstica. O que é inaceitável, na minha visão, foi ter presenciado esse total descaso e desrespeito com uma sessão previamente aprovada pelos próprios Vereadores. Os convites foram feitos e distribuídos para várias escolas como o Colégio Estadual da Prata e Clementino Procópio. Foi assim que, várias entidades foram convocadas para a Câmara de Vereadores na expectativa de nos ouvir. A ASSORAC- Associação Raízes da Cultura foi uma delas.
Todo mundo sabe por aqui que sempre fizemos sessões especiais bastante prestigiadas pelo público. Mas, a politicalha carcomida, covarde e racista dessa cidade, capitaneada pelo grupo político que atualmente domina e chama Campina Grande de “cidade da inovação”, são conhecedores do nosso poder de mobilização popular. Portanto, não tenho a menor dúvida de que o movimento negro foi vítima de um grande golpe baixo e sujo. É que a intenção dos Vereadores em um verdadeiro conluio com a Prefeitura era usar o nosso público para homenagear Maria da Penha e depois cancelar a sessão alusiva ao Dia da Consciência Negra. De fato, foi realmente isso que aconteceu, já que muitas pessoas acabaram indo embora pelo fato de terem percebido que não tinha nenhum debate sobre  movimento negro, racismo e consciência negra no plenário da Câmara de Vereadores. As alunas da Escola Normal foram embora, por exemplo, já que elas perceberam que ali estava acontecendo outra coisa bem diferente do convite que haviam recebido. Essa escola gastou 100 reais para alugar um ônibus para 50 estudantes. Já outros estudantes como os da Escola Estadual Dom Luiz Gonzaga tiveram que prestigiar a entrega do título para a senhora Maria da Penha, embora estivessem ali para prestigiar a sessão especial alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra.
 Assim, diante desse quadro, o prejuízo educacional e ainda financeiro para os estudantes e professores dessas escolas aqui mencionadas merece um registro, visto que muitos não tiveram aulas nesse dia e tiveram que gastar dinheiro do próprio bolso para prestigiar uma sessão especial que não aconteceu. Será que algum dia os Vereadores vão pedir desculpas para essas escolas? Por que não botaram a sessão para acontecer antes da entrega do título de cidadão, para a senhora Maria da Penha?
 Creio que nesses 27 anos de luta do movimento negro campinense fizemos aproximadamente cinco sessões especiais. Nunca tínhamos organizado uma sessão para ser cancelada e remarcada para outra data como os Vereadores fizeram sem nos consultar. Outro erro da Câmara de Vereadores  foi ter rejeitado o feriado municipal para o dia 20 de novembro, pois esse tipo de atitude reforça o racismo. Teve Vereador, inclusive, que alegou que o comércio não podia parar. Outros se posicionaram contra por entender que o Brasil já tem feriado demais. É, pelo que podemos notar, os Vereadores de Campina Grande são defensores de um centro comercial onde impera um violento racismo, visto que são pouquíssimos os negros e negras que conseguem emprego no comércio de nossa cidade.
Realmente, é muita hipocrisia e demagogia de um poder legislativo, tendo em vista que eles tinham  aprovado a criação da Semana da Consciência Negra e de Ação Antirracista este ano. Em síntese, os nobres Edis de Campina Grande desrespeitaram o que eles  aprovaram em debates no plenário da “Casa de Félix Araújo”, assim como fizeram de conta que não sabiam que já é feriado em mais 1047 cidades em todo Brasil. Assim sendo, caiu por completo a máscara da hipocrisia política dos Vereadores daqui, já que o comércio de grandes cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba pode parar, mas o de Campina Grande não pode na visão tacanha dos “representantes do povo”.
Nós do movimento negro temos percebido que várias homenagens são feitas na Câmara de Vereadores, geralmente para personalidades da classe média branca. Posso citar alguns nomes que receberam este ano homenagens recentemente deste poder legislativo. São eles: o Reitor do Mackenzie Benedito Guimarães, o Diretor do IFPB  Cícero Nicássio e o historiador Josué Silvestre,  sendo que este último ganhou uma medalha de honra ao mérito dos Vereadores e os outros dois professores títulos de cidadãos campinenses. O Babalorixá e pernambucano Vicente Mariano que tem mais de 58 anos de iniciação no candomblé jamais foi homenageado pelos Vereadores campinenses. O mesmo posso dizer da umbandista Ivonete do Keto e do conhecido Babalorixá pai Walter da Lagoa, ambos residentes no Bairro de José Pinheiro.  Já pedi para o Vereador Napoleão Maracajá para apresentar essa proposta de homenagear Vicente Mariano no próximo ano, com o titulo de cidadão campinense. Será que essa proposta vai ser aprovada pelos Vereadores algum dia?
Este Vereador do PC do B que é Presidente da Comissão de Direitos Humanos, tem pela frente esse verdadeiro desafio político no encaminhamento dessa minha proposta, proposta esta, que deveria ser prioridade no  mandato dos Vereadores, pois esses representantes do povo não tem feito nada para combater à intolerância religiosa em Campina Grande. Portanto, nada melhor do que começar esse debate dando um título de cidadão a quem de fato tem história para contar, visto que Vicente é negro e cultua os orixás num país racista como o nosso, onde babalorixás e yalorixás já foram presos, torturados, mortos e até enviados para manicômios apenas pelo fato de cultuar seus deuses trazidos da África. Espero que o Vereador Napoleão Maracajá tenha coragem para fazer tal debate, lutando pela aprovação desse título, já que isso seria verdadeiramente um marco na história do povo de santo tão oprimido, perseguido e marginalizado historicamente em nosso município.
Com a palavra, os Vereadores de Campina Grande responsáveis pela maior humilhação que o movimento negro já passou nos seus quase 30 anos de luta pela igualdade racial.

Autor: Jair Nguni- historiador e militante do Movimento Negro de Campina Grande-MNCG.



sábado, 30 de novembro de 2013

I Celebração Tambor N'ativa

O Tambor N'ativa, organizado por nós da Biblioteca do Tambor, obteve sucesso por conta das parcerias que foram firmadas com a Recid, o Sintab, o Thiago Som! A CG Zoo, Escola de Capoeira Afro Nagô e ainda a Universidade Estadual da Paraíba, que temos no Luan Costa (funcionário da UEPB e um dos organizadores do Tambor N'ativa) nossa ponte com essa instituição de ensino. A proposta do evento é a de provocar a comunidade para a importância da cultura e da educação, através de leituras, como fator de transformação da pessoa humana. O evento foi realizado na rua do Juá, a qual estava interditada para passagem de carros e motos! O número de moradores que vieram prestigiar o evento não sabemos ao certo, mas, observando as fotografias ( retiradas por Herbert Oliveira Andrade) expostas a baixo podemos perceber a boa participação da comunidade. Numa celebração repleta de manifestações culturais que raramente tais pessoas tem acesso, bem como na discussão sobre consciência negra! Em tempos que o genocídio da população jovens e principalmente negra, aumenta assustadoramente em nossa estado e também em nossa cidade, considerar a consciência negra como modo de respeitar e exercitar a alteridade entre as pessoas é bastante importante, e foi essa ideia que transmitimos para que cada uma das pessoa s presentes pudessem refletir.

 Livros expostos para leitura!
 Roda de Capoeira. (Escola de Capoeira Afro Nagô)
Moradores e ativista culturais prestigiaram o evento. Em destaque a direita da foto Allan Barros e Petrus Vinícius.
 Muito Samba de Roda
 Sarau Poético! Leitura de Navio Negreiro - Castro Alves.
 Maculele - Escola de Capoeira Afro Nagô.
  Maculele - Escola de Capoeira Afro Nagô.
 Artista convidado: Ruan Galdino, morador do bairro, na companhia de Eduardo Silva, Danilo Panda e Williams Cabral.
 Público Presente!
 O público composto por Crianças, Jovens e Adultos! O Tambor N'ativa não possui distinção nenhuma!
 CG ZOO, Grupo Convidado provocou e alegrou toda as pessoas presentes!
Públicos Jovens do Tambor N'ativa!

Fotografias de Herbert Oliveira Andrade.

Tambor N'ativa


Consciência Negra aos olhos da periferia 

Ação promovida pela Biblioteca do bairro do Tambor reúniu artistas, comunidade acadêmica e moradores em noite cultural com dança, música e literatura.


foto: Herbert Oliveira Andrade



No último dia 20 no bairro do Tambor realizou-se evento em Celebração ao dia da Consciência Negra, em parceria com a Biblioteca Comunitária do Tambor, CUCA (Centro Universitário de Cultura e Artes), UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) Escola de Capoeira Afro Nagô, RECID (Rede de Educação Cidadã), Thiago Som, SINTAB (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema).
Com o intuito de propagar a cultura a arte e sua diversidade o evento iniciou sua atividades com a exuberância e peculiaridade da cultura africana “O Makulelê” (Escola de Capoeira Afro Nagô) Logo após no sarau poético Williams Cabral (Organizador do evento e da Biblioteca Comunitária do Tambor) declamou o poema “Navio Negreiro” de Castro Alves emocionando o público. Por fim as atrações, musicais completaram a noite com muito talento e musicalidade, Ruan Galdino e o Rap do CG Zoo envolveu à comunidade que prestigiou o evento com receptividade e animação. “Um evento como esse é muito importante para nossa comunidade, traz a importância da leitura e do ensino. As próprias atrações culturais, a capoeira, a música ,o sarau poético deram oportunidade das pessoas do bairro que tocam, cantam e declamam, as crianças do projeto -as que participam da capoeira e da biblioteca - gostam bastante e estão desenvolvendo um outro olhar sobre cultura e música”, disse Williams Cabral. Enfatizando a Celebração do Dia da Consciência Negra, outros participantes do evento falaram da influência que a cultura Afro tem na formação dos moradores da periferia. Para Alex Araújo, (ativista cultural e integrante do CG Zoo) “É de máxima importância, porque essa é a real referência que o povo da periferia necessita”, concluiu. Já Edvaldo Batista (Morcego), professor e responsável pela Escola de Capoeira Afro Nagô, fala de sua experiência como educador e propagador da cultura africana. “ A disseminação da cultura o reconhecimento da criança como negra, sua identidade étnica racial e o comportamento e relação entre elas, incentivando o companheirismo e educação reflete nas ações das crianças, já que por meio de nosso trabalho o comportamento das mesma melhoraram com seus familiares, amigos e convívio social”, Ressaltou o instrutor.

reportagem: Poliana Farias